2011? So far, so good!

Aproveitando a relevantíssima data (para quem possa interessar, hoje faz um ano da minha última postagem), então resolvi fazer algo rapidinho para não passar em branco. Vamos então às três músicas, bandas ou artistas que se destacaram, pelo menos na singela visão deste que vos fala.

Em primeiro lugar, eu não posso deixar de citar o jovem gênio Alex Turner e o quarto trabalho de estúdio do Arctic Monkeys. Suck it And See segue o caminho que Humbug abriu em 2009: sair da mesmice do indie rock.

Não me entenda mal, as boas sacadas nos versos e as melodias viciantes ainda estão lá, mas é visível a liberdade que os Monkeys tiveram para transitar por caminhos inexplorados, como o rock n roll tradicional (“Brick by Brick”) e o lado mais lisérgico que um bom riff de guitarra pode ter (“Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”). É incrível como Turner aprendeu a fazer boas baladas com o passar dos discos.

No geral, SIAS mantem o padrão de qualidade dos demais trabalhos dos Monkeys, já longe de ser uma banda iniciante. A cada audição uma nova faixa gruda. Cada dia é um novo vício, mas invariavelmente acabo retornando à bela “Reckless Serenade”.

2011 também marca os primeiros novos trabalhos dos ex-integrantes do Oasis. De um lado, o Beady Eye de Liam e cia. Do outro, Noel Gallagher e seu projeto solo, High Flying Birds.

Confesso que me surpreendi com o Beady Eye. Se o disco não é ótimo, pode-se dizer que é no mínimo interessante. Canções como o single “Bring the Light”, com uma forte presença de piano e de backin vocal feminino, trazem algo inimaginável nos tempos do Oasis. Ainda assim, o trabalho cai na mediocridade.

Por outro lado, apenas o single “The Death of You and Me” de Noel já levanta esperança de termos um grande álbum em outubro. O jeitão meio folk, a letra inspirada, os arranjos de metais sensacionais… até o clipe ficou bom! Se o restante do álbum for desse nível, ótimo! O placar até agora, mesmo só com uma música lançada, é Noel 1 x 0 Liam.

A terceira menção vai para a “novidade” do ano. Os britânicos e alemães do Art Brut lançaram seu quarto disco, o excelente Brilliant! Tragic!, em maio. Não irei me alongar muito aqui, pois ainda não posso falar com propriedade sobre a banda.

O primeiro single do álbum foi a boa “Lost Weekend”, mas o grande destaque vai para a faixa inicial, a empolgantíssima “Clever Clever Jazz”.

Ainda tem coisas boas chegando, como a possível volta do The Raconteurs, os novos discos do Kasabian, Wilco e do próprio Noel Gallagher, apenas para citar alguns.

Bem, esse post rapidinho foi só para não passar esse “desaniversário” em branco. Espero não ficar outras 365 luas sem voltar por aqui!

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