[Melhores Álbuns da Década] 2001

29 29UTC Dezembro 29UTC 2009

Por Eric Samuel

Se no ano 2000 minha banda preferida, o Radiohead lançou um dos seus melhores álbuns, em 2001 minha cantora preferida laçou sua obra prima. Björk lançara o “Vespertine”, álbum intimista, que expõe uma das mentes femininas mais brilhantes de nossa geração. Se anteriormente Björk fazia uma ponte entre suas músicas e toda criação em torno das estéticas audiovisuais de seu trabalho, em “Vespertine” ela se desfaz destas anedotas e fixa um trabalho minuciosamente e divino. Deslocando-se do ato de ouvir/ver e aguçando primordialmente os sentidos da audição.

Este álbum não envolve somente um árduo trabalho criativo e de concepção artística, mas envolve todo um sistema engenhoso de construção sonora, Björk sempre sabe aonde quer chegar quando inicia um trabalho e se cerca de pessoas que vão fazer o que ela quer…

Se em seu álbum anterior “Homogenic”, Björk parecia exorcizar toda a raiva e suas angústias, com a imposição de sua voz, em “Vespertine” ela parece sussurrar, as vezes elevando sua voz a timbres angelicais. Tudo isso com o apoio de harpas, um coro e caixinhas de músicas criadas especialmente para servir de base para algumas músicas. Vespertine” coloca a tona a fragilidade humana e nos hipnotiza.

Abrindo com Hidden Place, a sutileza de suas palavras dão uma certa sensualidade, seguida pela estranha e sedutora Cocoon, Björk canta com uma voz embargada, quase que uma respiração. Pagan Poetry, retrata a profundidade do amor, a dor que está atada neste sentimento, e Björk transpassa isso para quem está ouvindo. Sua intimidade revelada de forma sutil e sedutora.

Canções:

1. Hidden Place

2. Cocoon

3. It’s Not Up to You

4. Undo

5. Pagan Poetry

6. Frosti

7. Aurora

8. An Echo, A Stain

9. Sun in My Mouth

10. Heirloom

11. Harm of Will

12. Unison

Lançamento: 28 de agosto de 2001

Produtor: Björk e Marius de Vries

Artwork: foto por Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin; gráficos por M/M (paris); e o famoso vestido de cisne foi desenhado por Pejoski Marjan.




[Melhores Álbuns da Década] 2000

22 22UTC Dezembro 22UTC 2009

Por Feliperene

A minha participação nesta série começa com um certo grau de constrangimento ou algum tipo de sensação de pequenês, não sei descrever bem. Talvez porque no ano de 2000 eu tivesse completando apenas 12 anos de idade e infelizmente não cresci em uma família que me letrou em um bom gosto musical. Nessa idade e sem as possibilidades que os meios digitais proporcionam hoje, o que eu ouvia na época era basicamente o que estava na MTV, Multishow e, pior de tudo, Joven Pan.

Claro que isso não interferiu para que após o meu gosto por rock começar a se definir, lá em meados de 2002, eu ouvisse obras do famigerado ano 2000. O que acontece é que, por ironia do destino, nenhuma obra lançada nos últimos 366 dias do século XX me apeteceu assim como a que eu já gostava na ocasião, quando era exposto apenas ao que era vendido pela indústria cultural de massa. Sem mais delongas, o meu “Melhor Álbum de 2000″ é All That You Can`t Leave Behind, do U2.

E-LE-VA-TION!

Depois da pouco vergonha do álbum Pop de 1997, a banda era pressionada a voltar aos eixos de sua obra tradicional. A produção de Brian Eno e Daniel Lanois garantiu 7 Grammy’s para All That You Can Leave Behind, além de mais de 12 milhões de cópias vendidas. O disco proporcionou uma das maiores turnês da história da música pop, a Elevation Tour.

Apesar de apresentar boas canções em toda sua composição, não dá para negar que o destaque do álbum são seus quatro singles. Beautiful DayElevationWalk OnStuck in a Moment You Can’t Get Out Of são belíssimas músicas, e apesar do chatíssimo e enfadonho discurso político de Bono, o vocalista não deixou que as letras seguissem o mesmo caminho.

Começando pelo começo, Beautiful Day é daquelas que até sua avó de 70 anos conhece. Normalmente isso não significa uma coisa boa, mas mesmo sendo uma música repetida à exaustão, é um dos grandes hinos recentes do rock, do pop/rock, da década ou ao que mais você quiser se referir. A lenta introdução da música com Bono mais falando do que cantando permanece até a explosão da guitarra de The Edge no primeiro refrão. A música é marcada pelo otimismo: “você está sem sorte e sem o motivo que tinha para se importar” e havia pensado que “encontraria um amigo para te tirar deste lugar, alguém a quem você poderia dar uma mão em troca pelo favor”. Embora você não tenha nada disso, ainda é um lindo dia, afinal de contas “O que você não tem, você não precisa agora e o que você não sabe, você consegue sentir de algum modo”.

Stuck in a Moment You Can’t Get Out Of é uma homenagem a Michael Hutchence, vocalista do INXS, que cometeu suicídio em 1997. De acordo com Bono, a música seria uma discussão que nunca aconteceu entre os amigos, em que ele tentaria tirar a ideia (do suicídio) de Hutchence. É a minha faixa favorita do álbum. Elevation é o maior, melhor, e único rock de ATYCLB. A letra é estúpida, mas a guitarra de The Edge é matadora. Além disso, o videoclipe dirigido por Joseph Kahn faz parte da divulgação da adaptação da série de video-game Tomb Raider para o cinema, com Angelina Jolie estrelando com a protagonista Lara Croft. É uma piada ver The Edge, com sua toca de malaco, interagindo com a musa nas cenas do filme. Walk On já tem Bono começando a encher o saco com suas causas humanitárias, mas ainda sim é um destaque. E também não dá pra fugir muito, afinal, isso é o U2. Uma das versões do videclipe da música foi gravada no Rio de Janeiro em 2000, mostrando, em maior parte, imagens de pobreza.

All That You Can’t Leave Behind é um ótimo álbum de uma banda mainstream, que não precisa provar mais nada para ninguém. Ele não reinventa a roda, e nem tem obrigação disso. Mais do que inovadora, a música pop tem que ser boa. Adam Clayton e Larry Mullen, Jr fazem a sempre boa cozinha da banda, The Edge tem seus timbres precisos e Bono é o cantor das massas. O Fábio Júnior do rock!

O ano de 2000 não concentra meus álbuns favoritos dessa década, mas em 2001 as coisas já esquentam bastante. Aguardem!

Canções

  1. Beautiful Day*
  2. Stuck in a Moment You Can’t Get Out Of*
  3. Elevation*
  4. Walk On*
  5. Kite
  6. In a Little While
  7. Wild Honey
  8. Peace on Earth
  9. When I Look at the World
  10. New York
  11. Grace

* destaque para as destaques

Lançamento: 30 de outubro de 2000

Produtor: Daniel Lanois e Brian Eno

Artwork: Anton Corbijn


[Melhores Álbuns da Década] 2000

22 22UTC Dezembro 22UTC 2009

Por Eric Samuel

Na virada do milênio, la se vão 10 anos, provavelmente eu estava no meu quarto ouvindo o álbum “Neon Ballroom” do Silverchair, achando que aquilo era depressivo demais para mim, ou vendo videoclipes, numa época que a MTV começava a decair. Anos mais tarde, vinha eu começar a gostar de uma banda tão mais depressiva do que aquela que tinha música no seriado “Malhação”. A banda em questão, é o Radiohead, já conhecia suas músicas, mas até o lançamento do “Hail to the Thief” em 2003, eu nunca tinha ouvido sequer um álbum inteiro da banda, tinha no máximo alguns MP3. Toda loja de música que ia, ficava namorando aquele CD, com aquela linda capa, mas tinha dúvidas se comprava, se realmente valia a pena… comprei. Mas esta requisição não fez muita diferença pra mim na época, aquilo ainda era muito moderno para ouvidos que não estavam muito acostumados com sonoridades mais experimentais ou ainda tinha repulsa ao uso abusivo de elementos eletrônicos.

Trauma passado, fato é que o Radiohead se tornou a banda que mais gosto, que tive mais desejo de ver ao vivo, e se concretizou. E o álbum “Kid A” de 2000, entrou ou vai entrar em qualquer top 10, nas lista de melhores álbuns da década. E justamente. Aqui no blog, eu e Felipe nos propomos a listar o “melhor álbum” de cada ano desta década, colocar nossas percepções e sentimentos acerca destes compactos que de alguma forma marcaram nossas vidas, seja bons ou ruins, enfim, vão ficar pra sempre.

A criança

Quando ouvi “Kid A” pela primeira vez, devo ter passado algumas músicas pra frente, mal sabia eu, que estava diante de algo tão revolucionário musicalmente, já hoje, ouço dez vezes cada música. Estranho isto. Mas as vezes levamos tempo pra digerir algo, mesmo que seja bom, seja com música, cinema ou um livro.

Mas não é por menos, o Radiohead fez um álbum de sons minimalistas, hora com sons divinamente polifônicos, hora com sons que são um verdadeiro caos aos ouvidos, mas tudo em perfeita harmoniza. É possível já sentir isto na primeira canção. Com a construção de sonoridades estranhas e pouco comercializáveis, parecia que o Radiohead queria fugir do pedestal em que a mídia os colocou pós “Ok Computer”. Sim, eles realmente queriam. Sera mesmo? Thom Yorke em depressão, mal conseguia compor, mas não menos que de-repente seu cérebro voraz produziu tanto e quase em perfeita sintonia com o resto da banda, que não bastasse o “Kid A” as sobras das gravações foram lançadas no ano seguinte no álbum “Amnesiac”.

E se ainda não bastasse todo o espectro sombrio que rodeava a banda na época do seu lançamento, envolvendo a estafa dos integrantes e um possível fim da banda, a chegada de “Kid A” foi cercada de mistérios. Este foi o primeiro álbum a vazar integralmente pelo Napster, tem quem acredite que isso foi parte de uma estratégia da banda, como já falamos por aqui. Mesmo sem divulgações comuns, como videoclipes e singles, este é até hoje o álbum mais vendido da banda.

O álbum abre com a música Everything In Its Right Place um baque para quem estava acostumado com os riffs de guitarra da banda, ou esperavam no mínimo algo mais voraz que a música Airbag, que abre o álbum antecessor “Ok Computer”. Na sequência temos umas das músicas mais experimentais do álbum, talvez a mais experimental lançada pela banda, Kid A, que da nome ao álbum, uma mistura de sons, colagens e uma voz robótica. O velho rock da banda parece surgir nos primeiros acordes de The National Anthem, mas o que ouvimos é uma polifonia absurda de acordes desconsoantes, um jazz moderno e estrondoso. A faixa quatro How To Disappear Completely pode resumir o poder imenso desta banda em emocionar, em tocar de alguma forma o ser humano através da música construindo algo tão profundo, a melancolia da voz de Tom Yorke somado ao toque singelo e quase fúnebre que a banda coloca, parece nos dizer diretamente a alma. Para mim uma da melhores músicas já feitas pelo Radiohead. Destaque também para Idioteque, batidas sincopadas e eletrizantes misturada com efeitos sonoros que formam uma experiência única e que transcende qualquer valor ou rótulo antes estipulado à banda.

Este álbum invoca um complexo trabalho de uma banda que não estava contente com o que estava fazendo, mas que expuseram o máximo de si para transferir para a música sentimentos que enaltecessem o trabalho como artistas, sem humildade.

Canções

  1. Everything In Its Right Place
  2. Kid A
  3. The National Anthem
  4. How To Disappear Completely
  5. Treefingers
  6. Optimistic
  7. In Limbo
  8. Idioteque
  9. Morning Bell
  10. Motion Picture Soundtrack

Lançamento: 3 de outubro de 2000

Produtor: Nigel Godrich

Artwork: Donwood e Tchock


VGA Awards premia mehores games de 2009

15 15UTC Dezembro 15UTC 2009

Na noite do último domingo, 12 de dezembro, aconteceu uma das principais premiações da indústria dos jogos, o Video Game Awards 2009, realizada pelo canal Spyke TV. Além das tradicionais categorias de “melhores do ano”, o evento apresentou trailers inéditos de prováveis lançamentos de 2010.

Halo: Reach apareceu em trailer pouco revelador, mas mostrou a nova engine. O trailer de Crackdown 2 apresentou inspiração zero, sem nenhum esmero na parte artística, com cenários, personagens e movimentos repetitivos. Jake Gyllenhaal este presente para divulgar o filme de Prince of Persia, em que o ator interpretará o príncipe, e o novo jogo da série, The Forgotten Sands. Incrível como uma franquia que acabara de render uma ótima trilogia mais um outro jogo com elementos inovadores, parece se tranformar em um caça-níquel.

Foi anunciado uma continuação para Arhham Asylum. Ainda não se sabe o subtítulo dessa incursão gamística do Batman, mas espero que seja lançado em 2011. Dois jogos em dois anos é o mesmo absurdo que Left 4 Dead e sua sequência em 2008 e 2009 respectivamente.

Green Day ganhar uma versão exclusiva de Rock Band deve estar fazendo John Lennon se remoer no túmulo. Me recuso a comentar. Tron: Evolution é uma ode ao imaginário futurista idelizado pelos estúdios da Dysney nos anos 80. Passanda rapidamente por outros anúncios: True Crime lembra Stranglehold, mas com uma direção de arte promissora. A série Spec Ops ressurge dos tempos de PlayStaion 1 com The Line, que parece mesclar o que há de melhor em Uncharted e Gears of War. Pode não ser o ápice da originalidade, mas ao menos o trailer é empolgante, para mim o melhor dos apresentados no VGA.

O VGA como um todo é uma festa da publicidade gamer. A premiação em si, apesar de constatar o que está sendo ditado pelo mercado, tem pouca apuração crítica, já que se trata de uma votação popular. Caso existisse algo do tipo no Brasil (oxalá), alguém duvida da supremacia de “Unielévi” na suposta premiação?

De qualquer maneira, listas ou premiações sempre são assuntos que dão pano pra manga. Confira a lista dos vencedores, com os devidos comentários pertinentes (ou não), do blogueiro que vos fala.

  • Game of the Year: Uncharted 2: Among Thieves

* OK, aqui não temos engano algum. Modern Warfare 2 pode ter os milhões de dólares, mas o grande jogo de 2009 é a segunda aventura de Nathan Drake.

  • Studio of the Year: Rocksteady Studios

*parabéns à Rocksteady pelo melhor game de um super-herói ever.

  • Best Independent Game Fueld by Dew: Flower
  • Best Xbox 360 Game: Left 4 Dead 2

*apesar de alguns bons jogos, um ano fraco em exclusividades para o 360. Ter como melhor jogo a continuação, que é considerada mais um update do primeiro L4D mostra que as coisas poderiam ter sido melhores.

  • Best PS3 Game: Uncharted 2: Among Thieves
  • Best Wii Game: New Super Mario Bros. Wii

*A Nintendo continua sendo a única se dando bem com o Wii.

  • Best PC Game: Dragon Age: Origins
  • Best Handheld Game: Grand Theft Auto: Chinatown Wars
  • Best Shooter: Call of Duty: Modern Warfare 2
  • Best Fighting Game: Street Fighter IV

*A volta do rei!

  • Best Action Adventure Game: Assassin’s Creed II

*o primeiro decepcionou em muitos aspectos, mas a continuação parece ter evoluído em todos.

  • Best RPG: Dragon Age: Origins
  • Best Multiplayer Game: Call of Duty: Modern Warfare 2
  • Best Individual Sports Game: UFC 2009 Undisputed

*isso não deveria competir em jogos de luta? Sendo assim, Street Fighter IV poderia muito bem ganhar este também

  • Best Team Sports Game: NHL 10
  • Best Driving Game: Forza Motorsport 3
  • Best Music Game: The Beatles: Rock Band
  • Best Soundtrack: DJ Hero

*OH MY GOD! Os deuses do rock estão em fúria.

  • Best Original Score: Halo 3: ODST

*quando uma expansão de um jogo de 2007 recebe o prêmio de melhor jogo original, as coisas começam a preocupar.

  • Best Graphics: Uncharted 2: Among Thieves
  • Best Game Based On A Movie/TV Show: South Park Let’s Go Tower Defense Play!
  • Best Performance By A Human Female: Megan Fox como Mikaela Banes em Transformers: Revenge of the Fallen
  • Best Performance By A Human Male: Hugh Jackman como Wolverine em X-Men Origins: Wolverine
  • Best Cast: X-Men Origins: Wolverine

*what? alguem se esqueceu de Brütal Legend

  • Best Voice: Jack Black como Eddie Riggs em Brütal Legend
  • Best Downloadable Game: Shadow Complex
  • Best DLC: Grand Theft Auto IV: The Ballad of Gay Tony
  • Most Anticipated Game of 2010: God of War III

Você concorda com os vencedores? Comente!


Melhores Singles de 2009*

13 13UTC Dezembro 13UTC 2009

(*Esta lista também poderia ser chamada de “Melhores músicas Indies de 2009”)

Vamos inaugurar a sessão de listas deste blog!!! Melhores CDs, melhores músicas, melhores vídeos… por enquanto não vamos falar de nenhum destes quesitos. Vamos checar o que os artistas andam selecionando dentro do track list de seus álbuns para se tornarem suas “músicas de trabalho”, ou simplesmente singles, aqueles compactozinho, que vez ou outra vem recheadas de agradáveis bônus tracks. O intuito é claro, pegar o que há de melhor e “comercialmente” audível para divulgar o produto [artista] e alavancar as vendas de seus respectivos trabalhos.

Por vez, a lista se torna um pouco pungente, já que cerca de 90% dos singles, aqui listados, não fazem parte da programação das rádios convencionais que têm aos montes por ai, cada vez mais comerciais e “fechadas” a um nicho de mercado e segmento. E normalmente não frequentam o pequeno circuito denominador comum que abrange sobre a indústria cultural.  Let’s Go!

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10. “Daniel” – Bat for Lashes

Álbum: Two Suns

Quando ouvi pela Bat for Lashes pela primeira vez sua voz e melodias, soavam com uma mistura de Sinéad O’Connor com Enya. A segunda, uma infeliz comparação. Mas ela aparece abrindo a lista com Daniel, uma música que nos transporta para outra atmosfera, sombria e sublime, com uma apaixonante letra. Não nos deixa duvidas que a música mereça destaque.

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09. “The Fear” – Lily Allen

Álbum: “It’s Not Me, It’s You”

Com certeza a música mais comercial desta lista, mas a princesinha inglesa do pop não poderia ficar de fora com a ótima música The Fear. É boa não somente por ser uma ótima canção, mas porque Lily diz, sem vergonha nenhuma, sobre o mundo vazio e podre dos superstars e não tem problema nenhum em se colocar dentro dele.

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08. “Fire” – Kasabian

Álbum: West Ryder Pauper Lunatic Asylum

Nunca dei muita atenção ao Kasabian, mas eles estão ai com um ótimo novo álbum, não dá para negar. A bela voz do vocalista Tom Meighan faz toda a diferença e vai crescendo dentro da canção, até chegar a um eletrizante refrão. A banda parece se divertir em uma música altamente frenética, entre distorções e sons eletrônicos.

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07. “Summertime Clothes”Animal Collective

Álbum: Merriweather Post Pavilion

Com um dos melhores álbuns do ano o Animal Collective não poderia ficar de fora da lista. E Summertime Clothes é uma experiência sonora que trás uma estrutura celestial, a música apresenta várias camadas de sons sobreposta que juntas compões um emaranhado de texturas, formando uma complexa canção que vai além do pop.

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06. “Two Weeks” – Grizzly Bear

Álbum: Veckatimest

Uma música cheia de detalhes que a torna impressionante. Sons harmônicos em uma melodia simples em coro se misturam com a voz melancólica do vocalista e dos toques de piano. Um lirismo singelo que nos transporta para uma atmosfera bucólica. Com certeza o Grizzly Bear vai nos deleitar como muitas outras canções deste gênero.

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05. “Aeon” – Antony and the Johnsons

Album: The Crying Light

Antony Hergari é dono de umas das vozes mais belas do mundo. Um timbre único que remete as vozes das grandes divas americanas e provavelmente ele acha ser uma! De bônus, o single ainda trás um fúnebre [mas maravilhosa] versão da música Crazy in Love da Beyoncé, que ganhou um videoclipe a altura.

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04. “Crying Lightning” – Arctic Monkeys

Álbum: Humbug

Com uma dose bem menor de testosterona o tão aguardado retorno do Arctic Monkeys veio aplicada de sons pesados e combinações de riffs sombrios. Fica claro que o produtor Josh Homme, deu uma nova cara aos garotos ingleses, que sabiam muito bem onde queriam chegar quando chamaram o frontman do Queens of the Stone Age para guiar os trabalhos de Humbug. Os vocais acelerados de Alex Turner guiam a canção, numa letra que ainda lembra o “velho” Arctic Monkeys.

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03. “Mirror’s Image” – The Horrors

Álbum: Primary Colours

Ao ouvir esta música, parece que ela foi lançada na época errada, se fosse nos anos 80 iria ser um completo sucesso. Já disse aqui neste blog sobre o ótimo trabalho do The Horrors em Primary Colours, e da carga oitentista que eles trazem no seu trabalho. Com uma pitada de psicodelia, distorções e sons nebulosos que provavelmente foram inspirados pela coloboração do videoartista Chris Cunningham na produção.

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02. “Heads Will Roll”Yeah Yeah Yeahs

ÁlbumIt’s Blitz!

O terceiro álbum do Yeah Yeah Yeahs veio para colocar Karen O. e companhia no centro das atenções e se tornar a banda mais tocada nas pistas indies deste ano. A ótima Head Will Roll eleva a banda ao mais alto nível de canções pops avassaladoras, contagiantes e grudentas, daquelas que você não consegue tirar da cabeça. Um hit bem dançante e divertido com muitos sintetizadores, batidas eletrizantes e um toque de drag music, só nos resta, “Dance dance ’til you’re dead”.

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01. “Black Hearted Love” – PJ Harvey & John Parish

Álbum: A Woman a Man Walked By

Esta canção combina vários fatores que juntos fazem desta uma das melhores músicas do ano e porque não umas das melhores da década! A voz marcante e liricamente adorável de Harvey junto com a guitarra hipnotizante de Parish, as distorções cíclicas e a dureza e profundidade da simples letra. A voz de Harvey sussurra de forma doce palavras dolorosas de um coração apaixonado e ela consegue nos transmitir emoção, profundeza e sinceridade no que canta.